sábado, 20 de agosto de 2011

Chegada!


Quanta vida cabe em 10 horas de vôo? Muita ansiedade, pela demora e as despedidas, compensadas por uma dose de estupefacientes razoável, que me permitiu dormir umas 4horas! Algum nervosismo pela novidade e responsabilidade… Mas muita vontade, e isso atenua o resto…! As saudades… é para isso que serve este cantinho!

E em 37kg de bagagem? Pouca coisa! Não me falta nada, mas também não é o que veio que faz a diferença… Estou aqui há quase uma semana e o tempo não correspondeu ao esperado, pelo que a roupa mais quente não serve…Estou há três dias a visitar os sítios para onde irei com alguma
frequência a trabalho, e o conceito de calçado todo o terreno já mudou… Enfim, nunca haverá preparação suficiente…

Uns dias em Maputo, de algum sol, mas muito trabalho, só deram para confirmar a opinião com que tinha ficado: grande, muito cimento, terra batida, plástico, algum descuido, mas alguns oásis de encanto… talvez aqueles que temos o privilégio de frequentar, jardins ou hotéis de expatriados, e que não caracterizam a cidade, mas ainda não posso condenar pelo pouquíssimo
que conheci! Quanto ao trabalho, mil apresentações nas grandes sedes e institutos parceiros do projecto, uma visão geral do trabalho que há a fazer, mas, tal como para a mala, nunca haverá preparação suficiente para o que ainda está para vir…

Chókwé é a cidade onde está sediado o projecto, que abrange outros três distritos vizinhos, onde o número de casos de malária, cruzados com os de HIV são preocupantes… A generalidade das casas são de matope (lama) e palhinha, láááá no fim de “estradas” difíceis, e o acesso a informação sobre prevenção (de ambas) ainda é feita a custo… Por isso, e depois de tudo o que já foi feito, que comece a caça ao mosquito!

Devido à falta de conhecimento (ainda!) e dificuldades em descrever uma realidade tão diferente, vou passar a exprimir-me na forma de imagens:
Maputo no primeiro dia, cinzento, e o cenário mais comum: o contraste.
Algures entre Massingir, Mabalane ou Guijá, mas esta é a paisagem mais comum e por onde andarei a trabalhar!

5 comentários:

Inês Trapola disse...

uau! espero que te estejas e a adaptar muito bem e que estejas feliz.
Gostei muito do teu texto,e quando necessitar de saber mais sobre algumas coisas sobre África venho dar uma espreitadela ao teu novo blogue!AHH?
Um dia quando for crescida vou fazer-te uma visita
mas para isso ainda vou ter de esperar,já agora vou ter de-te pedir uma condição,quero que continues a escrever e a por fotos para eu saber mais sobre sobre esse lugar
beijinhos,da tua priminha Inês para ti e para a prima Rita e aposto que se o Dinis fala-se também enviaria !
Nunca te esqueças de mim e do Dinis

effetus disse...

Para começar, está muito bem!
Digo eu, que sou um pai babado, por ter uma filhota corajosa, que abraçou um projecto novo!
A lama, a sujidade, os mosquitos, tudo isso passa ao lado, se a vontade que tens hoje se mantiver amanhã e depois e depois e depois...
Um beijo muito grande, cheio de força e de saudades!
Pai.

Inês Trapola disse...

Tisuna Muzototo? podias ter dito! :)))))
Par que o cantinho também seja meu:
Linda reflexão ....de nos deixar , como diz o pai, babados.
Quanto à bagagem, ao que parece insuficiente, levaste muito mais e que não foi pesado ... essa vontade, força, coragem e determinação a que já nos habituaste e que quero muito que não enfraqueça. Mas se isso acontecer, os que mais te querem (e são bastantes tu sabes) cá estão para te dar o confortozinho que vais precisando para continuares essa luta por ti e por muitos que dela precisam.
Um beijo imenso de saudades da mãe e dos amiguinhos de quatro patas

Manuela disse...

Olá Inês!!!
Que bom foi ter notícias tuas, através da criação do teu blog. É sinal que estás super entusiasmada com esta nova experiência de vida!Com certeza, encontraste uma realizade muito diferente da que estás habituada, mas vais adorar participar num projecto tão importante para essa região.
Vou seguindo o teu blog... vai dando notícias!
Desejamos-te tudo de bom! Um grande beijinho de todos nós. Né

effetus disse...

Então e não há mais?
Estamos ansiosos por saber tudo, filhota!
Beijinho enorme!
Pai.