O que eu andei para te apanhar...!! Mas esta semana, em Chalucuane, lá consegui, ao longe...!
domingo, 11 de março de 2012
Moçambiquês
Continuo empenhada em aprender
changana, o dialecto desta zona de Moçambique. "No funda a ku kuluma chi
changana" que
é como quem diz "estou a aprender a falar changana". Mas isso é coisa para
ir fazendo aos poucos (difííícil!), e se não esquecer tudo o que aprendi até hoje já me dou
por contente!! Valha-me o caderno onde, constantemente gozada, fui registando
frases soltas...
Mas há outra língua que se fala
por aqui, e que não precisa de auxiliares de memória, porque se entranha e se
torna um hábito... o moçambiquês. Ficam aqui alguns exemplos de como a mesma
língua pode, parecendo que não, ser mais fácil!! Eu, que adoro sotaques, já adoptei muitas, mas espero continuar a aprender... as duas!
"Afinal?" - com entoação de espanto, significa "Ai sim??". Deve acentuar-se o "a" inicial, dando-lhe um toque mais africano...
"Ainda" - a forma mais que perfeita de dizer "ainda não". Exemplo: -Já chegaram? -Ainda!
"O mês antepassado" - o anterior ao mês passado...
"Esta rua vai sobressair na
rua principal" - óbvio!
"Primeira sorte" - o primeiro filho, seja homem ou mulher, que vai substituir o pai na responsabilidade pelos irmãos. É uma tradução do changana "matevula".
"Era antes" - esta é uma expressão difícil até de explicar, sendo que nem com bons exemplos se consegue que faça muito sentido... É uma forma mais rebuscada de dizer "ainda!". Exemplo: -Já compraste pão? -Não, era antes..."
"Matabichar" - tomar o matabicho, vulgo pequeno almoço.
"Primeira sorte" - o primeiro filho, seja homem ou mulher, que vai substituir o pai na responsabilidade pelos irmãos. É uma tradução do changana "matevula".
"Era antes" - esta é uma expressão difícil até de explicar, sendo que nem com bons exemplos se consegue que faça muito sentido... É uma forma mais rebuscada de dizer "ainda!". Exemplo: -Já compraste pão? -Não, era antes..."
"Matabichar" - tomar o matabicho, vulgo pequeno almoço.
"Desconseguir" e "desperceber" - Na mesma onda do "ainda", para quê dizer "não consegui" ou "não percebi"?? Desnecessário!
"Djobar" - apenas um exemplo da influência exercida pelos países vizinhos, onde trabalha uma boa parte da população moçambicana. Frases comuns: "Ya brada, estou maningue bizz a djobar...", "sabes de um sítio nice para chillar em Maputo?".
O cumprimento mais comum:
"-Boa tarde, boa tarde, obrigada! Tudo bem?"
"-Tudo bem, nada mal, obrigada. Não sei de seu lado...?"
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Colecção MozFlower
Como é que isto...
...se transforma nisto??
...se transforma nisto??
É verdade, a inspiração voltou! Pudera, com capulanas lindas por todo o lado, não resisti... E assim se deu início à colecção MozFlower Verão/Verão 2012, Made in Chókwè.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Relógio biológico (ou o ritmo da mãe natureza)
Há cinco meses que não uso relógio… Ou porque faz calor, ou porque os horários não se cumprem… Na verdade, porque não é preciso… Porque o ritmo aqui é outro, e não é ditado pelo calendário… Eis como funciona:
- Acordo facilmente com os primeiros raios de sol, que iluminam e aquecem a casa;
- No campo, começamos o trabalho quando as mamãs regressam das machambas, expulsas pelo calor, inimigo da enxada. Terminamos a ronda quando o calor nos expulsa também;
- Há outros dias em que o trabalho é ditado pelos horários dos mosquitos que, depois das 10, não se deixam caçar… Diz que têm calor, voltam mais tarde…
- As pausas de um dia de trabalho são ditadas pela fome;
- Falta pouco para anoitecer quando o escritório começa a ficar vazio;
- Não se trabalha durante vários dias por causa chuva... A semana passada, no regresso do passeio de fim-de-semana, foi impossível chegar a Chókwè… As chuvas dos últimos dias (e os desgraçados dos ciclones Dando e Funso!) encheram os rios que, não satisfeitos com as inundações que causaram (e a destruição que deixaram depois, de casas e campos de cultivo), ainda levaram uma estrada por aí fora… Literalmente, 60 metros da principal estrada do país levados pela água, deixando-o dividido, e deixando 10000 pessoas suspensas nos arredores, bem como o abastecimento de bens, principalmente de Maputo para o resto do país. Entretanto foram atravessados de barco, até à reposição da estrada três dias mais tarde, quando também nós conseguimos chegar ao lado de cá, e a casa.
Entretanto, sob a ameaça de um outro dilúvio, e de olho nas previsões meteorológicas, trabalhamos dentro da normalidade possível em época de chuvas e muito calor. Pelo sim, pelo não, a mala está feita…
O antes (foto que saiu num jornal)...
...e o depois, quando passámos...
Entretanto, sob a ameaça de um outro dilúvio, e de olho nas previsões meteorológicas, trabalhamos dentro da normalidade possível em época de chuvas e muito calor. Pelo sim, pelo não, a mala está feita…
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